sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O tempo e a espera para o verdadeiro amor


“Quem espera sempre alcança.” – Ditado popular

Todos escutam frases sobre o tempo e todo mundo acha bacana, mas parece que não é legal colocar em prática. Quero falar um pouco sobre o que o tempo pode fazer em nossas vidas sentimentais quando decidimos usa-lo a nosso favor. Preste bastante atenção, reflita e depois tire suas próprias conclusões.

O tempo nos faz pensar, nos faz agir e também nos faz esperar. Há tempo para tudo. Tempo para amar, sofrer, rir, cantar, dançar, pular e tempo para dar um tempo. Mas qual o melhor tempo? O tempo de amar, o de rir ou o de pular? Quem decide é você. Mas vamos parando de enrolação, com esse disse-não-disse e vamos direto ao assunto. Quero falar para você que é solteiro ou solteira, você que acabou um relacionamento agora ou até você mesmo(a) que já faz um tempo que está só.

Quando a gente termina um relacionamento saímos sempre com saldo positivo, agora nós é que não conseguimos observar o que o termino nos trouxe de bom. Mas para um pouco e analisa, daí você verá que agora tens mais experiência, vivência, sabedoria... você não vai mais cair nos mesmos erros, o fim te trouxe conhecimento de si próprio te fazendo perceber seus defeitos e te fazendo tomar atitudes de melhoras para consigo mesmo. Tenho certeza que o próximo relacionamento será melhor, mais maduro. E você também deve ter essa certeza e querer isso, concorda?!

Existe uma questão interessante de se observar quando se finda um romance. Geralmente as pessoas quando acabam com um relacionamento sentem uma necessidade de começarem logo outro, nas pressas. Inconscientemente a pessoa quer mostrar que está bem, que já deu a volta por cima, quando na verdade ainda chora a dor do rompimento. Um dos maiores erros é você não se permitir dar um tempo numa situação dessa, ao invés de entrar logo em um outro relacionamento que tal ficar um pouco só, por um período de tempo e perceber outros sentidos, momentos em sua vida?! Dar mais valor a si mesmo(a), fazer o que se gosta, respirar um ar egoísta. Já que em um relacionamento amoroso nós nos doamos muito, pensamos muito no outro sem se dar conta que também temos necessidades e carências de outra natureza que devem ser supridas.

Um mês é um bom tempo para iniciar um novo relacionamento? Não.
Dois meses é? Não.
E três meses? Não.
Pode ser que alguém ache um pouco demais estabelecer um limite para se iniciar um novo romance, mas sou ousado e digo que antes dos 6 meses é pouco. No mínimo 6 meses para poder começar um novo namoro é um tempo bom, onde irá lhe lapidar, lhe transformando em alguém mais maduro, sem contar que a pessoa já estará “curada” das dores do antigo amor. Não é fácil esquecer e sei que o tempo é um ótimo agente que nos ajuda a esquecer, em partes obviamente, pessoas e acontecimentos desagradáveis.

Quando você se submete ao efeito do tempo e se coloca na posição de espera, a vida lhe traz a pessoa certa. Pode parecer superstição ou até sonho, mas é real. Quando você passa a procurar alguém para se relacionar e então vai conhecendo gente e mais gente é como se tardasse o seu encontro com a pessoa certa.

Lanço um desafio para sua vida sentimental nesse momento. Você que se encontra solteiro(a) mais deseja um amor verdadeiro, independente do tempo que  já está só, estabeleça um tempo de espera para o amor de no minimo 6 meses. Não fique com ninguém, não saia procurando por alguém para viver um romance, apenas aguarde, espere e durante esse tempo dedique-se a você, invista em você, faça sua autoestima subir, dê valor a si, mas tenha em mente o objetivo de conhecer a pessoa que mudará sua vida, a pessoa certa. Tenho certeza que o tempo só irá te fazer bem. Te fazer pensar, mudar algo em você, te ajudar no teu crescimento pessoal e no fim irá te trazer ou te levar a uma pessoa amável onde você viverá uma linda história de amor.

Eis o desafio, acredite nisso, nessa teoria e veja os resultados. Como diz o ditado: “Se bem não faz, mal é que não vai fazer”. O que você vai perder com isso? Nada. Apenas aprenderá mais e crescerá consigo mesmo.




José Assis.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um papo sobre união – parte 2

O amor deve ser a base para qualquer relacionamento, principalmente quando decidimos nos casar. Se não ama, não case. Se não sabe se ama, também não case. Porque a convivência com o outro através do casamento é uma prova continua e árdua que para atravessá-la será preciso ter o amor como principal ingrediente.

Gostaria de deixar bem claro, antes de tudo, que não falo aqui de todos os casamentos, mas falo dos casamentos que entram em crise rapidamente, ou seja, a maioria.

O NAMORO, A PRIMEIRA FASE

A primeira fase que é a do namoro, como se diz por aí, são só flores. Isso é fato!

Estamos apaixonados, sonhando e confabulando. Estamos acreditando em contos de fadas.

Isso não é ruim, precisa existir. A gente tem que tirar os pés do chão um pouco, sabe? Mesmo que depois possamos vir a nos decepcionar com algo, com os sentimentos ou com alguém. Faz parte do nosso crescimento, do nosso aprendizado. Sei que ninguém deseja se decepcionar, mas faz parte da vida as decepções.

O NOIVADO, A SEGUNDA FASE

A segunda fase é o noivado, pelo menos deveria ser assim... Eu nunca noivei para saber na prática, mas imagino que o noivado deve ser um reacender da chama da paixão para o casal. Quem já adentrou nessa segunda fase, se quiser comentar suas experiências e contar se realmente é assim mesmo, se sinta a vontade para falar.

No noivado começam novamente a fazer planos e mais planos a dois e a ideia de um amor eterno ressurge na mente, acredito que essa euforia deva ser mais curta que a da primeira fase.

O CASAMENTO, A TERCEIRA FASE

Chegamos à terceira fase, a fase do casamento. Casou, e agora? Hora de colocar o amor a prova. Depois de alguns anos ou até mesmo depois de alguns meses, um vai descobrindo quem de fato realmente é o outro. Já não só as qualidades ganham ênfase, mas os defeitos e as manias também. Discussões mais bruscas começam a ocorrer. E não muito raro, todo o tesão, a vontade de NAMORAR vai embora após alguns anos...já não se agarram no parque, já não fazem questão de andar de mãos dadas e o romantismo já era. Isso vai acontecendo e parece restar apenas uma saída: a separação.

Não é possível, será que o destino de todos os casamentos que entram em crise é a separação? Parece que sim, o único caminho é se divorciar e começar uma nova vida com outra pessoa. Tentar ser feliz novamente!

Não, não é esse o único caminho. Acredito que esse deveria ser a última saída possível.

A RESTAURAÇÃO

Dizem também que depois da tempestade vem a calmaria, depois da tristeza a alegria... E porque não se agarrar nessa ideia? Mas claro, não espere que ela venha por si só. Faça esforço para que a bonança se concretize. A restauração do casamento através de sacrifícios e amor seria a solução da maioria dos casamentos que estão rumando para a separação. Pena que nem todos têm paciência de lutarem em busca disso.

Não existem receitas para que essa restauração aconteça, mas gostaria de listar alguns pontos importantes.

1º- Perdão

Não existe a possibilidade de uma restauração antes de se perdoar o outro e a você mesmo.

Se você não perdoa a si mesmo, vive com a culpa dentro de si e ela te martiriza a todo instante.

Se você não perdoa a outra pessoa, não tem como iniciar uma restauração com bases sólidas e de bom gosto, você sempre vai achar que não vale à pena. Esse é o primeiro sacrifício. É preciso perdoar!

2º- Compreensão

Compreender a outra pessoa, passo importantíssimo para se vivenciar uma relação com garantia de harmonia. Tentar compreender os motivos que levaram ele ou ela a ficar triste, a se isolar, a gritar...

3º- Escuta

Antes de falar, procure escutar o que ele ou ela tem a dizer. Alie isso à compreensão.

4º- Sacrifício maior

O sacrifício maior consiste em abdicar de algumas vontades e desejos para a outra pessoa. Se você pensa que isso não funciona ou que isso é ser submisso (a), está muito enganado (a). Num casamento alguém sempre terá que ceder. Não digo para ceder sempre, afinal você também tem suas necessidades e desejos pessoais. Esse sacrifício maior começa nas pequenas coisas.

5º- Romantismo

Voltar ao começo do namoro e trazer a tona o romantismo. Aquela cartinha que se escrevia no inicio e que agora não existe mais, aquele presente inesperado sem motivos que se dava apenas para ver o sorriso da pessoa e que hoje não se tem mais, aquela declaração que se fazia com as pernas tremulas e que hoje já não tem mais graça. Tantas pequenas atitudes que se tomavam e que hoje já não se tomam mais. Porque não tentar trazê-las novamente? Mesmo que haja uma resistência no começo, persista. Todos gostam dessas coisas, mesmo que neguem.

6º- Saidinhas

Fazer dos finais de semana momentos de diversão, lazer e romance.

No namoro ninguém aguentava ficar em casa sem fazer nada. Queria sair, passear, se divertir.

Volte a sair, convide para um cineminha, uma ida ao parque, uma caminhada à noite pela praia, uma ida a sorveteria...

Para se falar de restauração seria necessário outro texto, mas não me alongarei nesse assunto.

O caminho para a vivência de um casamento prospero é difícil, mas não impossível. O auto conhecimento de si e o conhecimento do próximo são as ferramentas chaves para um amor eterno.

Pra finalizar, deixo aqui um texto que fala do casamento, do livro Sai Baba um Avatar em Minha Vida.

O Casamento

"...neste mundo de hoje, quando as pessoas se casam, por causa de gostos e desgostos, há problemas, e assim, há divórcio. É muito triste! Muito triste!

Pessoas que tem divórcio não são pessoas fortes, são pessoas fracas; não tem coragem, são covardes, não gostam de se enfrentar.

...nos dias de hoje os casamentos não estão durando, os casamentos não são mais morais. São casados, mas estão circulando com outros. Nós nos tornamos piores do que os animais.

Por quê? Porque há três aspectos, o primeiro é físico. Físico, atração física. Há uma atração natural entre o homem e a mulher, física.

Uma vez que se tornam próximos fisicamente, vamos à mente.

Este estilo deve ser abandonado, sacrificado, mas não tanto.

“Ela gosta de pizza, ele gosta de espaguete, ele detesta pizza, ela detesta espaguete.”

Como ela gosta disto e ele gosta daquilo, hoje ela faz pizza; assim, ele come pizza com espírito de solidariedade. Amanhã ele faz espaguete, ela também tem que comer espaguete. Assim, são sacrifícios muito importantes. Ou seja, sem sacrifício não há casamento que aguente.

Como eu sacrifico?

Primeiro eu tenho que compreender a mente dela, ela tem que compreender a minha mente.

Assim, só então quando ela diz alguma coisa ele vai compreender o que ela está dizendo.

Na nossa vida, se alguém diz alguma coisa para mim, eu vou tentar entender através da minha própria mente. Por causa disso é que cometemos erros na compreensão. Mas se eu compreendo a natureza do outro, aí eu vou compreender por que o outro está dizendo aquilo.

A natureza dele e a minha são diferentes.

Onde está a diferença? Na mente.

O casamento é muito especial, do físico ao mental. Se ultrapassarmos a mente, além disso, está o espírito. Dois atmas, duas almas se tornam uma.

Tornamo-nos atraídos fisicamente, e aí nós saímos do físico para o mental ao átmico? Estamos saindo da ilusão, estamos abandonando a ilusão.

Infelizmente, nos dias de hoje as pessoas ficam atraídas pela beleza exterior. A garota é linda. Se for uma garota muito bonita, todos os garotos ficam atraídos por ela. É tolice. Depois de casar, depois de ter filhos, tudo cai.

Assim, um homem e mulher se tornam atraídos fisicamente e, algum tempo depois, tornam-se cansados dessa atração aí, eles acham desculpas: - “não estamos compatíveis”.

Ninguém é compatível com ninguém; não é possível, todas as mentes são diferentes. Podemos concordar numa coisa. Podemos concordar em dez coisas, mas não podemos concordar em todas as coisas. Então não há compatibilidade, todo mundo é “não compatível”.

Mas, e o propósito do casamento? É através do casamento que as pessoas podem se tornar unas.

Assim, a coisa importante sobre casamento não é atração física, isto é um grande erro. Deve haver atração de dentro."

José Assis.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eu me machuco, mas não me fecho

“Conheci ele em um shopping perto de minha casa, começamos a se falar e começamos um namoro. Duraram dois anos, até eu descobrir que ele estava me traindo. Terminei com ele da pior forma possível. Hoje, quando conheço alguém fico logo desconfiada e se for alguém que conheci num shopping, aí é que não quero nada a mais do que uma possível amizade.”

Esse é um depoimento fictício, mas que retrata bem a realidade. Muitas pessoas se fecham depois de sofrerem decepções amorosas, acham que aquilo que aconteceu com elas poderão ocorrer novamente a qualquer momento com qualquer pessoa e por causa disso muitos acabam se fechando para o amor. Não é difícil encontrar alguém que diga que está cansado de sofrer em relacionamentos, que agora está decidido a passar um bom tempo “fechado pra balança”. Acredita-se que assim estará livre das decepções. Se sentem seguras tomando esta atitude. Mas será que essa é a melhor maneira de ficar protegido?

Aprendi algo de muito valor e que todos deveriam ter uma verdadeira consciência de sua realidade. Para cada coisa existe um momento certo para acontecer, tudo tem um tempo. É bom refletir sobre isso. Pare, reflita e aplique no seu dia-a-dia.

Nós como humanos precisamos crescer, crescer nos relacionamentos afetivos também e para isso é necessário passarmos por algumas decepções. Em cada relacionamento amoroso aprendemos algo de novo que pode e deve ser levado para os próximos relacionamentos. Da vivência virá a experiência. E com o uso da experiência cada relação será mais bem vivida.

Não há ninguém que cresça tendo o primeiro relacionamento como o último. Cada coisa há seu tempo. Essa pessoa irá um dia acabar com seu primeiro relacionamento, conhecer outras pessoas, aprender com elas e pode ser até que volte para o primeiro, mas só depois que viver outras histórias. Depois disto ela estará mais madura para outras relações afetivas.

Por que vou me fechar para o amor? O que ganho com isso?

Na verdade você deixa de ganhar, apenas perde. Deixa de crescer, aprender, experimentar novos momentos e ficar mais maduro (a). A ilusão de que mesmo assim você estará protegido, que não irá mais sofrer é errada. Chegará um momento que você sentirá de uma forma mais intensa a falta de alguém, mas o medo de sofrer será um empecilho para você, gerando então mais sofrimentos. O ser humano precisa de outra pessoa para se relacionar, em todos os aspectos de sua vida. Não nascemos para vivermos sós. Então porque ir contra a natureza? Não tem sentido. Cedo ou tarde a falta vai bater a porta e com ela virá à sensação de impotência, de achar que não consegue ser feliz ou ter uma relação saudável com ninguém.

O melhor a se fazer depois de uma decepção é se abrir para uma nova experiência. Dar um tempo para pensar, refletir. Visualizar os pontos bons e ruins que passou é necessário, mas para depois se fechar não é a melhor saída. Aprenda com a decepção. Tire proveito dela, não refaça os mesmos erros, não aja da mesma maneira. Também não aceite que façam o que já fizeram com você. Tenho certeza que estará mais preparado (a). E indo por este caminho os seus próximos relacionamentos serão mais saudáveis e harmônicos. A felicidade bate a porta e se você se fecha como ela vai poder entrar?

José Assis.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Um papo sobre união

Casamento? O que significa essa palavra em nossos dias atuais? Aliança? Comunhão? Negócio? Contrato? Experiência? Vivência? São várias as maneiras de ver, que cada um impõe ao casamento. Afinal o que realmente ele é? Pra que serve? Funciona mesmo? Como vivê-lo?

Casamento, antes de tudo, é um elo de união entre duas pessoas que se amam. Numa visão mais romanceada ainda pode-se dizer que ‘é uma promessa que um coração faz a outro’.

Quando duas pessoas decidem casar-se precisam amar-se.

Antes de continuar nossa conversa sobre casamento gostaria de convidar você a refletir um pouco sobre o que é o amor.

O AMOR, A BASE.

Pra você, o que é o amor? É um sentimento que pulsa velozmente dentro de você, te arrebatando e fazendo com que você fique sem ar ou amor é, por exemplo, a confiança construída dia-a-dia durante o relacionamento? Temos que ter cuidado em não confundir as coisas.

Paixão é que te faz "perder o ar" e a razão, acelera teus batimentos cardíacos e te “cega”.

Já a confiança que adquirimos no dia-a-dia com o par não é amor, mas sim um componente do amor.

Vou direto ao ponto, coloco aqui a minha opinião, minha visão do que é o amor. Não a criei agora, mas formei-a com o tempo, conversas e vivências. Não coloco um ponto final nesse assunto, temos sempre que estar abertos a ampliar os nossos conhecimentos e rever nossos conceitos.

Amor é uma mistura de qualidades e sentimentos. Amor começa devagar, se forma aos poucos, não é de repente como alguns imaginam e acreditam. Amor é a junção do respeito com a confiança, mais a lealdade, fidelidade, carinho, afeto, paciência, compreensão e entendimento, apoio, camaradagem e companheirismo e ainda outros sentimentos desse porte. Imagine comigo: pegue todos esses sentimentos e qualidades, jogue-os num liquidificador, agora bata. Misture bem! Pronto, o resultado disso é o amor.

Você tem o direito de discordar comigo, tudo bem. Eu respeito você. Mas vamos fazer uma pequena análise.

Uma pessoa se apaixona por outra, no primeiro momento quer viver eternamente com ela, é a cegueira da paixão. Passa um tempo, noivam. Passa mais tempo e se casam. Chegaram ao casamento digamos, nesse exemplo, depois de 4 anos. Dizem os cientistas que a paixão dura apenas 3 anos. Depois que a paixão acaba e aí, como fica? Agora você já está casado com ela ou ele. Vai se separar? Se você se separar vai ficar vivendo sempre nessa roda? Sempre depois que a paixão acabar vai se separar?

Estou citando casamento aqui, mas serve para qualquer relacionamento sério.

Bom, mas e quando a paixão acaba e as pessoas continuam se amando, como é esse amor? Não seria aplicado aí a teoria da ‘mistura dos sentimentos’?! Sim, só assim é que um casamento pode sobreviver depois que a paixão acabar. Com amor! Um vai estar com o outro respeitando, sendo leal, um(a) verdadeiro(a) companheiro(a), sendo fiel, mantendo o mesmo carinho e afeto, cultivando a paciência e tendo confiança...parece difícil, mas é agora que vemos a aplicação do que venho dizendo sempre: ‘o amor vem com o tempo’. Você vai construi-lo através dos momentos juntos, das experiências partilhadas, dos conhecimentos passados. Aos poucos e devagar.

Muitas pessoas se precipitam ao falar para outra que a ama. Se deixar levar pelo momento de embriaguez que a paixão proporciona é muito bom, mas e depois? E quando os pensamentos derem uma pausa e não funcionarem mais 24 horas ligados na outra pessoa? Alguém pode dizer: “Ah, acabou o amor, por isso que aconteceu isso.”. Será mesmo? Para amar alguém é preciso estar 24 horas pensando nela, sonhando com ela, escrevendo para ela, querendo estar junto dela? Não, isso é outra coisa e não amor.

Já falamos muito sobre amor, que é a base para qualquer relacionamento. Na verdade, deve ser a base para qualquer coisa nessa vida. Agora é a hora de conversar sobre casamento.

Se essa palavra ‘casamento’ lhe dá medos, náuseas ou desperta em você algo de ruim, está na hora de você rever seus conceitos e preconceitos. Pois casamento não é o fim, não é uma furada e nem muito menos é algo fracassado.

UNS SÉCULOS ATRÁS

Antes, há um bom tempo atrás, o casamento era visto como um negócio. As pessoas casavam fazendo alianças com as famílias, envolvendo os bens materiais. Não se levava em conta o amor. Casavam para quitarem suas dividas, casavam para continuarem ricas, casavam para não falirem...a partir do final do século XVIII passou a se pensar em “introduzir” o amor no casamento. E no século XX passamos a adotar o amor como princípio inicial para se fazer um casamento. Mas não quero aqui falar da historia do casamento, de como surgiu e blablablá.

Quem quiser se aprofundar, indico um livro: A Cama na Varanda de Regina Navarro Lins. Quero aqui focar nas dificuldades que se tem na vivência a dois e para isso será preciso um segundo texto. Então, hora de aguardar. Esperar a segunda parte. Até lá pense um pouco a respeito de tudo isso que conversamos.

José Assis.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Abrace o Amor

Quero atualizar o meu blog e para isso resolvi falar de amor e não existe nada melhor do que começar assim. Concorda?
Nós sentimos uma necessidade imensa de ter alguém ao nosso lado e para que isso se realize saímos a procura de um príncipe encantado ou princesa encantada. Mergulhamos em ilusões e fantasias. Sofremos, choramos com os relacionamentos vividos e mesmo assim muitos de nós não deixamos de acreditar na força do amor e na possibilidade de que podemos sim ser felizes com outra pessoa, de amar e ser amado.
Em cada relação devemos saber extrair o que é bom e o fim de um namoro deve ser encarado como um novo começo para um relacionamento mais próspero e maduro que virá. Afinal, crescemos mais com os erros do que com os acertos. Para acertar muitas vezes faz-se necessário errar.
A vida é um ciclo, um vai-e-vem contínuo, mas sempre de modos diferentes. Algo termina, outro algo se inicia. E assim seguimos nesse embalo com o objetivo principal de progredir sem cessar, a cada dia nos renovando. Quem encara a vida dessa forma, posso dizer que sabe viver! Não se apegando ao passado e nem "chorando pelo leite derramado", como já diz o ditado. Mas sim, sabendo retirar de cada situação o crescimento e ensinamento que faz de nós pessoas melhores.

E aquelas pessoas que não se abrem para a intensidade do amor?
Existem muitos e principalmente muitas com diferentes motivos para decidirem se fechar. Seja por terem vivido momentos muito ruins e por isso possuem medo de sofrerem novamente ou por outros e mais outros motivos. O que não é bom é essa negação, esse 'não' constante para o amor. Permita-se! Deixe o amor entrar! Pode até parecer fácil falar, mas também é fácil sentir e vai que sua felicidade esteja procurando a brecha inicial para poder se apresentar a você?!

Não espere um príncipe encantado ou uma princesa encantada
Como falei no começo, as pessoas saem a procura de seu príncipe ou sua princesa. Mas pode ser que em lugar de príncipe ou princesa você possa encontrar sapos, ratos ou baratas. Isso tudo depende muito da visão de cada um sobre ele ou ela, sobre o par ideal.
Meninas, é preciso sempre ele ser alto, musculoso, com um sorriso abre alas e com bastante dinheiro no bolso? E se seu príncipe for magrinho, tímido e baixo?
Meninos, é necessário que ela seja sempre linda, miss universo, tenha o cabelo impecável e uma bunda empinada? E se sua princesa usar óculos, tiver uns quilinhos a mais e gaguejar quando ficar nervosa?
A partir do momento que você coloca imposições para o amor, mais distante ele fica de você. E com isso o que acontece? Sofrimentos, desilusões e dor. Acontece de ser aquele cara alto, forte e lindo, mas que te trai sempre quando está sem você por perto ou aquela loira, peituda, miss universo, que não te dá atenção e nem te compreende quando mais você precisa, ainda por cima só sabendo brigar e reclamar. E venhamos e convenhamos, uma coisa que todo homem detesta é mulher 'reclamona', já basta a nossa mãe né?!
Então, já que conversamos um pouco, você que está solteiro e você solteira, será que não tem ninguém afim de você? Será mesmo? Já olhou para os lados com cuidado, reparando bem? Aí você diz: - Ah, mas é fulano...ele é muito assim sabe, sei lá...só quero a amizade dele mesmo.
Ou então o garoto fala: - Não, fulana não. Não tem bunda, ainda mais que é um pouco gordinha, sabe?
Pessoal, e os sentimentos? Onde é que ficam?

O Amor vem com o tempo
Só pra concluir esse texto que já está ficando longo demais e você já deve estar cansado(a) de estar lendo, quero enfatizar algo que acho de suma importância. Está na hora de acabar com a crença de que para namorar é preciso que os dois estejam se gostando. É mentira, a mais pura mentira! O amor vem com o tempo. Não é preciso que haja paixão dos dois lados no começo para que dê certo. Se envolva, arrisque-se e deixe a outra pessoa lhe conquistar aos poucos. É mais gostoso quando acontece desse modo e o relacionamento se torna mais feliz e com durabilidade maior. Afinal de contas tudo acaba, mas relaxe quando a isso, pois se nascer e for amor verdadeiro, irá durar bastante.
Por fim, como já disse o poeta Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure".
Não se esquecendo nunca de se abrir para o amor, permitindo-se viver momentos lindos que se tornarão inesquecíveis.
José Assis